13.10.06
CISA - Centro de Informações sobre Saúde e Alcool.

CLIC NO LINK ACIMA E ACESSE
O que é o CISA?
O Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA) é uma organização não governamental (ONG) sem fins lucrativos, cujo principal objetivo é gerar uma fonte de informações sobre o binômio saúde e álcool. O Centro dispõe de um banco de dados baseado em publicações científicas reconhecidas nacional e internacionalmente, em dados oficiais (governamentais) e na informação de qualidade publicada em jornais e revistas destinados ao público em geral.
Nós sabemos que o álcool é um fator agravante para os portadores de hepatite B e C. Para tanto é necessário estar bem informado sobre este outro inimigo para atacá-lo frente a frente. Acesse o link acima clicando no mesmo ou copie o endereço abaixo e cole na barra de endereço do seu navegador. Bom proveito!
http://www.cisa.org.br/home.php
Ministério da Saúde Lança Cartilha de Hepatites para Comunicadores
Com o objetivo de ampliar o conhecimento das hepatites virais entre comunicadores, jornalistas, radialistas e operadores da noticia, o Programa Nacional de Hepatites Virais (PNHV) do Ministério da Saúde esta lançando a publicação “ A,B,C,D,E de Hepatites para Comunicadores”.A iniciativa visa multiplicar, por meio dos formadores de opinião informações sobre causas, formas de prevenção, necessidade de detecção e vacinação entre a população em geral. A publicação tem tiragem de cinco mil exemplares e esta sendo distribuída para comunicadores cadastrados e a entidades de classes como sindicatos, associações e câmaras técnicas para distribuição entre seus associados.
“A idéia de elaboração deste material surgiu num seminário ocorrido no Rio de Janeiro, no ano passado, que reuniu comunicadores de 14 estados para discutir e se informar sobre o tema”, comenta a médica Gerusa Figueiredo, coordenadora do PNHV.
Segundo ela, na ocasião, foi verificada a necessidade de se adaptar para linguagem jornalística informações sobre as hepatites virais, de forma a colaborar para a desmistificação do tema e a quebra de preconceitos. Em forma de pergunta e resposta a publicação aborda especificidades das hepatites A, B, Delta e E , dedicando-se também a informações sobre co-infecções com o HIV. O jornalista Liandro Lindner, consultor do programa se dedicou a colher as principais duvidas e necessidades dos profissionais e organizou a publicação a partir deste levantamento.
A hepatite pelo vírus B representa um dos maiores problemas de saúde pública mundial, tanto por sua magnitude quanto por estar relacionada a formas crônicas, cirrose e câncer primário do fígado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita que haja na América Latina e no Caribe, aproximadamente 400.000 novas infecções pelo vírus da hepatite B a cada ano. A hepatite C é uma infecção recentemente identificada e de progressão geralmente lenta. Sua maneira de ocorrência e prevalência na população ainda não estão completamente elucidadas. O agente etiológico da infecção é o vírus da hepatite C (HCV), identificado em 1989.
De acordo com a OMS, estima-se haver 170 milhões de pessoas infectadas pelo HCV, aproximadamente 3% da população do planeta. O HCV é quase cinco vezes mais disseminado pelo mundo que o HIV e calcula-se que de três a quatro milhões de novas pessoas se infectem a cada ano. Nos EUA, a hepatite C tornou-se a principal causa de doença hepática crônica e a indicação mais comum de transplante hepático.
O material também pode ser acessado também através do site http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/hepatites_abcde.pdf.
Fonte: PNHV - Forum Nacional de Hepatites
1.10.06
FORUM NACIONAL DE HEPATITES - Mais um espaço virtual para discussão e união em rede.
Peço a todos os associados que divulguem em suas listas a existência do Fórum Nacional de Hepatites e qual é a dinâmica de seu funcionamento.No Fórum todas as mensagens são lidas e respondidas por todos, caso o desejem, é um espaço democrático e de todos nós, justamente para poder facilitar as ONGs de Hepatites do Brasil a estarem permanentemente em contato, trocando informações, idéias, divulgando novidades, etc.....Solicito também que qualquer matéria sobre as Hepatites Virais que cada um tenha acesso, que coloque na REDE para que todos nós possamos compartilhar de um conhecimento Global e Nacional.Também podemos divulgar eventos Regionais e Nacionais, trocar tecnologias, falar de tratamento, prevenção, formulação de projetos que podem ser promovidos por várias ONGs em parcerias, enfim, é o espaço que estava faltando para o Movimento Nacional de Hepatites se comunicar e se articular.Aqui também podemos formular propostas de militância, todos sabemos que o PNHV é um segmento do MS que tem uma receita muito pequena, em relação a AIDS, TB, Hanseníase, etc..... Aqui podemos por exemplo enviar uma "chuva de e-mails" para o MS solicitando que o PNHV seja fortalecido e tenha uma verba maior para ações operacionais. Aqui podemos influenciar e ajudar a melhorar este órgão tão importante para todos nós que é o PNHV. Desejo que todos sejam bem vindos a este espaço.
Um grande abraço a todos. Jorge Alves.
INIBIDOR DE POLIMERASE NO TRATAMENTO DA HEPATITE C
Fontes: Informações para a imprensa fornecidas por ViroPharma Incorporated e veiculadas pelo Forum Nacional de Hepatites.
5.9.06
Campanha do Dia Internacional da Hepatite C
Nos dias 20 e 21 de maio de 2006 os voluntários da ONG Grupo Confiantes no Futuro realizaram uma Campanha de divulgação entre a população transeunte do Parque Sólon de Lucena, Lagoa (no sábado) e da Orla Marítma de Tambaú, Busto de Tamandaré (no domingo) onde foram realizados testes rápidos de detecção da hepatite C ( anti-HCV) pela primeira vez no estado da Paraíba.
Este teste permite apenas com uma picada no dedo (semelhante ao de diabetes) determinar se a pessoa é suspeita de ser portador do virus da hepatite C. O seu resultado é imediato!
Os casos positivos foram encaminhados ao Centro de Testagem e Controle (CTA) da Prefeitura Municipal de João Pessoa em uma relação nominal na segunda feira após a campanha. Estes foram comunicados do seu resultado em suas casas e encaminhados para novos exames de confirmação e tratamento.
A campanha contou com a parceria da Secretaria Municipal de Saúde que ofereceu apoio logístico, de divulgação, carros de som, folhetos explicativos, camisetas que foram distribuidas entre a população, além de pessoal de apoio. A secretária municipal de saúde de João Pessoa: Dra. Roseana, junto com sua equipe de assessores se fizeram presentes nos locais da Campanha, demonstrando o seu apoio a esta iniciativa do Grupo confiantes no Futuro.
Nossos agradecimentos em nome dos portadores e da comunidade à secretaria municipal e que estas açoes se desdobrem em outras de caráter permanente não só neste como em outros municípios do estado. Infelizmente a ONG não conseguiu, embora tenha tentado, uma audiência com o secretário estadual de saude Dr. Geraldo Almeida para tal fim.
A Candidata ao Governo Lourdes Sarmento Recebe a Carta Aberta e se Propõe a Divulgá-la.

A servidora pública Lourdes Sarmento, única mulher candidata ao governo estadual nas eleições deste ano na Paraíba, recebeu a carta aberta aos candidatos ao governo do estado e hoje se comunicou com o presidente do Grupo Confiantes no Futuro se prontificando a divulgá-la em seu horário no Guia Eleitoral, como também nacionalmente.Se postou como simpatizante desta causa e defensora dos direitos dos portadores de hepatites e transplantados de fígado do estado da Paraíba.
30.8.06
Comissão da ONG entrega em mãos Carta Aberta aos candidatos ao governo Cássio Cunha Lima e José Targino Maranhão.


Uma comissão da ONG Confiantes no Futuro de Apoio aos portadores de Hapatites e Transplantados de Fígado entregou na data de hoje (30/08/06), uma carta aberta aos candidatos ao governo do estado da Paraíba: Cássio da Cunha Lima e José Targino Maranhão.
Os representantes da ONG: Clarice Pires, Yara Fontes, José Reginaldo de Moura, Carlos Fernando, Candido Pessoa e Waldir Pedrosa Amorim foram recebidos na Granja Santana pelo governador Cássio da Cunha Lima e em sua residencia pelo senador José Targino Maranhão, oportunidade em que expuseram a grave situação das hepatites no Brasil e no âmbito estadual e solicitaram o compromisso com a causa.
A mesma carta será entregue à partir de amanhã aos candidatos: Carlos David de Carvalho Lobão, Francisco Carlos Firmino de Sousa, Hélio Jorge Chaves, Maria de Lourdes Sarmento, Marinesio Ferreira da Silva.
Os encontros de hoje foram extremamente proveitosos, na opinião da comissão.
Não fizemos pedidos específicos para esta ou aquela situação apenas, relacionada às hepatites, doença que precisa sair do silêncio imposto pela falta de divulgação e compromisso do setor público. As hepatites matam, invalidam ou levam ao transplante centenas de paraibanos! Nosso enfoque é global e pela definição de uma política abrangente que comtemple: campanhas de prevenção, testes de detecção dos infectados,diagnóstico e tratamento.
VEJA NESTE BLOG A ÍNTEGRA DA CARTA ABERTA
Íntegra da Carta Aberta aos Candidatos ao Governo do estado da Paraíba.
CARTA ABERTA AOS CANDIDATOS AO GOVERNO DO ESTADO DA PARAÍBA
Senhor Candidato,
Em nome dos infectados crônicos com as hepatites B e C no Estado da Paraíba, solicitamos informar, de forma pública, qual será seu programa, para enfrentar este angustiante problema de saúde coletiva no nosso estado, caso seja eleito.
A ausência de uma política específica tem conduzido apenas a um pequeno contingente de seus portadores a terem o diagnóstico e tratamento destas doenças.
No estado da Paraíba, temos cerca de 80 indivíduos em programa de tratamento para a hepatite por vírus C e alguns poucos em tratamento para a hepatite pelo vírus B. Quando de fato sabemos que estes números não expressam a nossa realidade.
Isto significa que pessoas humanas, por não terem sido diagnosticadas e tratadas, morrerão destas temíveis doenças.
A identificação destas duas hepatites, na maior parte das vezes, tem se dado já nas formas graves e avançadas, sendo elevada a mortalidade.
A falta de uma política estadual e nacional de ações preventivas que envolva a vacinação (no caso da hepatite B), campanhas educativas (de divulgação e esclarecimento da população), ações de educação e de vigilância sanitária, destinadas a potenciais elos da cadeia de transmissão da infecção como: profissionais do sexo, manicures, tatuadores, drogadictos, profissionais de saúde (que executam procedimentos pérfuro-cortantes) como: acupunturistas, odontólogos, dermatologistas etc., assim como, a falta de implantação de centros de testagem e de aconselhamento (CTAs) com pessoal capacitado, levam a comunidade a ignorar sua doença ou a se contaminar.
A sub-notificação dos casos, inviabiliza o conhecimento da magnitude do problema no nível estadual, impossibilita as ações epidemiológicas, e impede o planejamento das ações de saúde destinadas ao controle eficaz destas nosologias. Isto redunda na ausência de caracterização dos desafios a serem vencidos. No plano nacional impede-nos de ser capazes de reivindicar e propor projetos junto ao Ministério da Saúde.
As hepatites crônicas B e C evoluem em cirrose hepática, aumentam o risco e a incidência de câncer do fígado (carcinoma hépato-celular), e de complicações como: hemorragia digestiva, varizes no esôfago e estômago, infecções, coma hepático, desorientação (encefalopatia hepática) barriga dágua (ascite), dentre outras complicações.
Estas patologias têm ceifado vidas de cidadãos paraibanos, os tem incapacitado na fase produtiva de suas vidas e até mesmo na infância. Têm absorvido recursos com o tratamento de formas avançadas e graves, aumentado o número de internações hospitalares (de média e alta complexidade) e conduzido seus portadores a morrerem nas filas de transplantes hepáticos ou deles necessitarem.
No país como um todo, dos mais de quatro milhões de infectados pela hepatite C, somente seis mil e quinhentos receberam tratamento pelo SUS no ano de 2005.
Quanto a hepatite B, dos dois milhões de infectados somente 1.030 foram tratados no mesmo período.
Prosseguindo com esta política de tratamento serão necessários mais de mil anos para oferecer tratamento aos atuais infectados.
A maioria das contaminações aconteceu nas décadas de 70 e 80. Diante da historia natural da doença, aproximadamente 25% dos infectados desenvolverão cirrose na próxima década. Mais de um milhão e meio de brasileiros deverão perder sua saúde e/ou morrer.
Não existe uma abordagem consistente para esta questão que não perpasse por ações simultâneas de prevenção, diagnóstico e tratamento.
Para o diagnóstico se carece na maioria dos casos, além dos exames de rotina, de testes que envolvem: a) biologia molecular que o nosso estado possui os equipamentos, mas não dispõe de kits para sua execução. b) biopsia hepática e exame histopatológico, sempre difíceis de serem conseguidos, por não possuirmos um bom centro de referência para o tratamento das hepatites, faltar agulhas para biópsia e pela escassez de patologistas treinados para este fim.
Para o tratamento vive-se em sobressalto com a possibilidade dos medicamentos faltarem, não sendo raros os casos de sua falta ocasional ou duradoura, período em que os portadores interrompem seus tratamentos, com sérias repercussões sobre sua eficácia. Os fornecedores de medicamentos, via de regra não estão sendo ressarcidos, sob a alegação de falta de verbas nos cofres estaduais para a contrapartida de seu financiamento com o Ministério da Saúde. Existem estados brasileiros que estão sem medicamentos.
Os preços praticados pelos fornecedores são díspares de estado para estado, ocorrendo em alguns casos pagamento de valores acima dos preços de mercado, com gastos para o erário público além do esperado. Fruto de políticas irresponsáveis com a coisa pública.
No caso da hepatite B, apesar de reconhecida a possibilidade de mutação viral (um tipo de resistência do vírus à droga) se dispõe de uma única droga para uso oral, e ainda não se disponibilizou drogas já aprovadas pela Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) que são necessárias para o tratamento deste tipo de situação.
Apesar de previsto pela portaria 2080 de 31/10/03 que criou o Programa Nacional de Hepatites Virais (PNHV), só em 15 de setembro de 2005 foi finalmente criado o Comitê Técnico de Acompanhamento Epidemiológico, Prevenção, Controle e Assistência das Hepatites Virais no âmbito do Estado da Paraíba. Embora louvável, a sua tardia, porém concreta constituição, este carece de efetivo apoio, de infra-estrutura e de facilidade em seus canais de comunicação com a secretaria estadual de saúde, com o governo do estado e com os municípios, para que desempenhe plenamente sua função.
Necessita-se de um efetivo Programa Estadual de Hepatites Virais (atualmente inexistente) que possa atuar voltado para as nossas peculiaridades estaduais. Para tal é preciso um planejamento orçamentário que garanta a sobrevivência das ações deste programa, caso desejemos enfrentá-lo coerentemente.
Entendemos como outras organizações nacionais de portadores de hepatites que: declarar as hepatites uma ação estratégica do governo, conseguindo recursos do Tesouro Nacional, centralizando as compras dos medicamentos e desonerando os estados de qualquer despesa com os insumos, venha a ser uma postura digna e correta a ser implementada.
Propugnamos para que os senhores governadores eleitos pelo povo, se comprometam em fazer destas questões, planos de ação a serem incorporados e defendidos com os demais governadores e representantes do poder legislativo de nossa nação.
Desejamos, nesta ocasião, expressar a nossa confiança na sensibilidade aos reclamos que aqui emitimos. Estes se endereçam ao enfrentamento de uma grave situação, que necessita ser urgentemente reparada e que exige que os senhores se posicionem sobre quais medidas serão adotadas.
Aguardamos vosso posicionamento que será enviado a nossos associados, membros da nossa lista de hepatites, aos mais de 21.000 associados das ONGs congêneres nacionais e a mídia em geral.
João Pessoa 30 de agosto de 2006
Waldir Pedrosa Dias de Amorim
Presidente da ONG Confiantes no Futuro de Apoio a Portadores de Hepatites e Transplantados de Fígado
27.8.06

FOLHA ONLINE
27/08/2006 - 19h42
Morre Dom Luciano Mendes de Almeida, arcebispo de Mariana
Morreu neste domingo dom Luciano Pedro Mendes de Almeida, 75, arcebispo de Mariana (MG), em decorrência de falência múltipla de órgãos.
Dom Luciano estava internado no Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP, desde o dia 17 de julho, para tratar de um câncer no fígado. Ele foi transferido para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva), onde permaneceu em estado grave, sedado e respirando com a ajuda de aparelhos.
No Hospital das Clínicas, Dom Luciano tratava de um tumor provocado por uma recidiva do câncer desenvolvido há dois anos. Em 2004, submeteu-se a uma cirurgia no fígado para retirada do tecido doente. Ele havia contraído hepatite C há cerca de cinco anos, devido a uma transfusão. Em alguns casos, o câncer de fígado aparece como uma das complicações da hepatite C.
Presidiu a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) de 1987 a 1994, tendo sido também secretário-geral de 1979 a 1987. Foi vice-presidente do Celam (Conselho Episcopal Latino-Americano)de 1995 a 1998.
Dom Luciano escrevia uma coluna publicada aos sábados na Folha de S.Paulo. Natural do Rio de Janeiro, entrou para a ordem religiosa de Santo Inácio (dos jesuítas) e doutorou-se em Filosofia em 1965. Foi sagrado bispo em maio de 1976, e trabalhou na Arquidiocese de São Paulo, deste ano até 1988.
Na arquidiocese de São Paulo, auxiliou Dom Evaristo Arns e organizou abrigos para menores abandonados. Em Minas Gerais, não interrompeu seu trabalho social e dedicou seus últimos anos a percorrer hospitais para socorrer os necessitados.
A CNBB informou que o corpo será velado na Catedral da Sé, em São Paulo. Amanhã, às 9h, haverá a missa de corpo presente, também na Sé, presidida pelo Cardeal Dom Cláudio Hummes. O funeral segue para Belo Horizonte e depois, para Mariana, onde o corpo será sepultado na Catedral Nossa Senhora Assunção.
23.5.06
A RESPONSABILIDADE COM O CIDADÃO

A população recebe com interesse e carinho as ações de saúde, o que demonstra o quanto necessitamos evoluir para atender seus interesses por maior acesso ao diagnóstico enquanto é tempo, ao tratamento enquanto é possivel ser tratado.
A falta de divulgação sobre as hepatites, juntamente com a falta de diagnóstico dos casos suspeitos é um mal que adia o um grave problema: para quem adoece, para quem se torna incapacitado para o trabalho, para o sustento de suas famílias, e para quem morre no meio do caminho deixando a convivência dos seus.
É uma ilusão deixar de investir com ações de saúde pública e tratamento destas doenças, pois tornam-se muito mais caros os gastos com internações hospitalares, aposentadoria, e transplantes hepáticos.
É importante que se saiba e que se diga que todo dinheiro para a saúde advém dos impostos que a população paga para ter serviços sérios e eficazes.
Quem administra tem de ser capaz e consciente para empreender políticas públicas que melhorem as condiçoes de vida da população. A saúde é um bem que quando se perde não há caminho de volta.
O Dia Internacional da Hepatite C é um grito apenas! Espera acordar as autoridades em qualquer nível para que tomem atitudes urgentes relacionadas tanto à Hepatite C quanto à Hepatite B, pois ambas são flagelos que temos de superar e que não se supera sem a presença do estado.
22.5.06
DIA INTERNACIONAL DE LUTA CONTRA A HEPATITE C


ABSOLUTO SUCESSO A CAMPANHA DE TESTAGEM DE HEPATITES DURANTE O DIA INTERNACIONAL DA DOENÇA EM JOÃO PESSOA.
Nos dias 20 e 21 de maio de 2006 os voluntários da ONG Grupo Confiantes no Futuro realizaram uma Campanha de divulgação entre a população transeunte do Parque Sólon de Lucena, Lagoa (no sábado) e da Orla Marítma de Tambaú, Busto de Tamandaré (no domingo) onde foram realizados testes rápidos de detecção da hepatite C ( anti-HCV) pela primeira vez no estado da Paraíba.
Este teste permite apenas com uma picada no dedo (semelhante ao de diabetes) determinar se a pessoa é suspeita de ser portador do virus da hepatite C. O seu resultado é imediato!
Os casos positivos foram encaminhados ao Centro de Testagem e Controle (CTA) da Prefeitura Municipal de João Pessoa em uma relação nominal na segunda feira após a campanha. Estes foram comunicados do seu resultado em suas casas e encaminhados para novos exames de confirmação e tratamento.
A campanha contou com a parceria da Secretaria Municipal de Saúde que ofereceu apoio logístico, de divulgação, carros de som, folhetos explicativos, camisetas que foram distribuidas entre a população, além de pessoal de apoio. A secretária municipal de saúde de João Pessoa: Dra. Roseana, junto com sua equipe de assessores se fizeram presentes nos locais da Campanha, demonstrando o seu apoio a esta iniciativa do Grupo confiantes no Futuro.
Nossos agradecimentos em nome dos portadores e da comunidade à secretaria municipal e que estas açoes se desdobrem em outras de caráter permanente não só neste como em outros municípios do estado. Infelizmente a ONG não conseguiu, embora tenha tentado, uma audiência com o secretário estadual de saude Dr. Geraldo Almeida para tal fim.
30.12.05
Aprovada pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva a Lei 11.255/2005 sobre as diretrizes nas políticas das hepatites.
O P R E S I D E N T E D A R E P Ú B L I C AFaço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:Art. 1º O Sistema Único de Saúde - SUS prestará atenção integral à pessoa portadora de hepatite, tendo como diretrizes os princípios de universalidade, integralidade, eqüidade, descentralização e participação da sociedade na definição e no controle das ações e dos serviços que se fizerem necessários.Art. 2º As ações programáticas referentes à assistência, promoção e prevenção das hepatites virais serão definidas pelo Poder Público, com a participação de entidades de usuários, representantes da sociedade civil e profissionais de saúde afetos à questão.Art. 3º O Poder Público apresentará proposta de Norma Técnica que estabeleça as diretrizes para uma política de prevenção e atenção à saúde da pessoa portadora de hepatite, com ênfase às ações de vigilância à hepatite.Art. 4º O Poder Público será o responsável pela coordenação do programa, com as seguintes funções:I - elaborar estratégias de divulgação, utilizando a mídia disponível, com o objetivo de disseminar conhecimentos sobre as formas de hepatite e suas conseqüências e estimular a captação de órgãos para transplante;II - definir critérios para o diagnóstico, acompanhamento e tratamento das hepatites virais, consolidados sob a forma de protocolos, cientificamente justificáveis e periodicamente revisados;III - desenvolver periodicamente ações de capacitação técnica para os profissionais de saúde e entidades ligadas às hepatites virais, harmonizando as ações previstas no inciso II do caput deste artigo e incentivando a boa prática assistencial no âmbito local;IV - definir as competências de cada nível assistencial, detalhando as ações a cargo de cada um, de forma a otimizar os serviços disponíveis em todo o território nacional;V - promover a notificação, por meio dos serviços de vigilância epidemiológica, dos pacientes portadores de infecções pelos vírus B e C;VI - acompanhar e avaliar as ações e serviços desenvolvidos.Art. 5º O Poder Público desenvolverá estratégias para ampliar a prevenção, a assistência e a pesquisa relacionadas às hepatites virais, com ênfase na produção de medicamentos e insumos necessários para o diagnóstico e a terapêutica.Art. 6º As despesas decorrentes da aplicação desta Lei correrão por conta de dotação orçamentária própria das 3 (três) esferas de Governo.Art. 7º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 27 de dezembro de 2005; 184º da Independência e 117º da República.
Luiz Inácio Lula da Silva, Márcio Thomaz Bastos, Saraiva Felipe
14.12.05
Disque ONG Disque Hepatites
7.12.05
Boletim Informativo Confiantes no Futuro
ORGANIZAÇÃO NÃO GOVERNAMENTAL cnpj 06.144.798/0001-21
confiantesnofuturo@hotmail.com
Fone: 83- 32247633
EDITORIAL
Estamos dando início à publicação do nosso primeiro Boletim Informativo, que visa manter um contato com os componentes do grupo e ser veículo de suas informações, conquistas e dificuldades. Deverá representar também um meio de comunicação com pessoas não portadoras de hepatite ou que não tenham sido submetidas a transplante hepático. É importante que se torne também uma forma de esclarecimento e de facilitação para aqueles que têm dúvidas sobre estas condições, bem como para familiares e amigos dos portadores de Hepatite B, C ou transplantados hepáticos.
Estaremos em breve criando um sítio ou site do grupo na INTERNET, onde aqueles que têm acesso a um computador poderão fazer suas consultas e navegar por outros sites dedicados especificamente a esta causa. De início estamos com um endereço de correio eletrônico (E-mail) que é o confiantesnofuturo@hotmail.com, e que servirá para a comunicação entre aqueles que têm como utilizar a Internet.
Este Boletim também tem o objetivo de tornarmos públicos os obstáculos encontrados quanto a correta execução das políticas de saúde quer a nível municipal , estadual ou federal. Sabemos da importância de estarmos sempre atentos e unidos, pois como já se afirmou: “ O PREÇO DA LIBERDADE É A ETERNA VIGILÂNCIA” e no nosso caso A GARANTIA DE NOSSAS CONQUISTAS SERÁ A NOSSA PERMANENTE UNIÃO EM TORNO DESTA CAUSA . Só assim garantiremos uma assistência digna à nossa saúde, onde vale dizer:
1) DIREITO GARANTIDO E FACILITADO AOS TESTES PARA HEPATITE B & C NOS CASOS SUSPEITOS OU DE RISCO.
2) CAMPANHAS DE DIVULGAÇÃO AMPLAS DESTAS DOENÇAS QUE DIZIMAM MILHARES DE PESSOAS NO BRASIL E NO MUNDO. TEMOS QUE TIRAR DO SILÊNCIO A DOENÇA!!! E A ÚNICA ARMA É A TESTAGEM DOS SUSPEITOS DE A TEREM CONTRAIDO, PARA QUE POSSAM SER TRATADOS EM TEMPO OPORTUNO.
3) CAMPANHAS DE PREVENÇÃO ENTRE A POPULAÇÃO E OS SETORES QUE PODEM DISSEMINAR A DOENÇA ATRAVÉS DE PRÁTICAS PROFISSIONAIS OU NÃO, QUE FACILITEM A SUA DISSEMINAÇÃO: usuários de droga inalável ou injetável, profissionais do sexo, sexo não seguro e sem uso de preservativo, agulhas de acupuntura não descartáveis, piercings, tatuagens, compartilhamento de seringas, e de materias cirúrgicos inadequadamente esterilizados, uso de alicates, tesouras e curetas de manicure entre outros.
4) ASSEGURAR O ATENDIMENTO POR MEDICOS QUE TENHAM CONHECIMENTO DE COMO DIAGNOSTICAR E TRATAR AS HEPATITES.
5) ASSEGURAR A REALIZAÇÃO SEM BUROCRACIA DOS EXAMES DE BIOLOGIA MOLECULAR COMO: RNA QUALITATIVO, QUANTITATIVO E GENOTIPAGEM NO CASO DO VIRUS C. DNA QUANTITATIVO E QUALITATIVO NO CASO DO VIRUS B.
6) ASSEGURAR A REALIZAÇÃO DOS EXAMES DE SOROLOGIA COMO ANTI HCV PARA HEPATITE C. EXAMES COMO AgHBs, Anti HBs, AgHBE, AntiHBe, Anti-HBcIgM, AntiHBcIgG PARA A HEPATITE B.
7) ASSEGURAR A BIÓPSIA HEPÁTICA EXECUTADA POR PROFISSIONAIS QUALIFICADOS, E O ESTUDO DO FRAGMENTO DO FÍGADO (HISTOPATOLOGIA) POR PATOLOGISTAS TREINADOS EM PATOLOGIA HEPATICA.
8) ASSEGURAR OS EXAMES BIOQUÍMICOS, HEMATOLÓGI-COS, ULTRASSONOGRÁFICOS, TOMOGRÁFICOS QUANDO FOREM NECESSÁRIOS PARA OS CUIDADOS DO DOENTE HEPÁTICO EM QUALQUER FASE DE SUA DOENÇA.
9) ASSEGURAR O TRATAMENTO ADEQUADO COM MEDICAÇÕES ESPECÍFICAS, E A GARANTIA DE SUA CONTINUIDADE.
10) ASSEGURAR TODAS AS MEDICAÇÕES DE SUPORTE PRESCRITAS PELOS MEDICOS ASSISTENTES DO PACIENTE QUANDO DO SEU TRATA-MENTO.
11) ASSEGURAR A TRANSPARÊNCIA E A ÉTICA DAS LISTAS DE TRANSPLANTE, PUBLI CANDO OS CRITÉRIOS ADOTADOS PARA INCLUSÃO, DIVULGANDO A POSIÇÃO NA LISTA DE ESPERA AOS INTERESSADOS, PROPICIANDO ACESSO FÁCIL E IMEDIATO À CONSULTA ÀS LISTAS DE ESPERA DE ÓGÃOS.
Por estas razões, é que encontramos no trabalho solidário a saída adequada para que não fiquemos apenas esperando as coisas acontecerem.
“Precisamos ser a transformação que nós queremos no mundo”.
·
· O Comitê teve a sua 1ª reunião na semana passada.
· Representando a nossa ONG na qualidade de membro para um mandato de 2 anos a nossa companheira Clarice Rocha Pires de Sá.
Leia na íntegra a portaria nesta edição.
PORTARIA QUE CRIA COMITÊ DE HEPATITES
Saúde Portaria N 424 / GS João Pessoa, 15 de setembro de 2005.
O SECRETÁRIO DE ESTADO DA SAÚDE, ao uso das atribuições que lhe são conferidas, em em cumprimento à Portaria n 2080/GM de 31 de outubro de 2003, que institui o Programa Nacional par a Prevenção e Controle das hepatites Virais, o Comitê Técnico de Acompanhamento Epidemiológico, Prevenção, Controle e Assistência das Hepatites Virais no âmbito do Estado da Paraíba.
RESOLVE
Art. 1º – Designar os técnicos abaixo relacionados para compor o Comitê de Coordenação e Acompanhamento Epidemiológico, Prevenção, Controle e Assistência das Hepatites Virais, ao âmbito do Estado da Paraíba.
- JOSÉ RODRIGUES LOPES Coordenador de Serviços de Saúde – PRESIDENTE DO COMITÊ.
- ANA MARIA CAVALCANTI representante da Coordenação de Vigilância Epidemiológica - Membro
- RAUL DA CÂMARA COSTA FILHO, Diretor Geral do Complexo Hospitalar Clementino Fraga - Membro
- MARCELO LIA FOOK, Diretor do Laboratório Central LACEN Membro
- ROMILDA TELINO DE ABREU FERNANDES representante do Hospital Universitário Lauro Wanderley - Membro
- LUCIANA HOLMES SIMÕES representante da Sociedade de Infectologia -Membro
- WALDIR PEDROSA DIAS AMORIM representante da Associação Médica da Paraíba- Membro
- CLARICE ROCHA PIRES DE SÁ representante da Organização Não Governamental “Confiantes no Futuro”- Membro
- Art. 2º. Ao Comitê de Coordenação e Acompanhamento Epidemiológico. Prevenção, Controle e Assistência das Hepatites Virais compete:
a) realizar acompanhamento epidemiológico, prevenção e controle e assistência das Hepatites Virais;
b) organizar a Rede Estadual de Assistência aos Portadores de Hepatites Virais, identificando os serviços em seus níveis de complexidade;
c) estabelecer fluxo de referência e contra-referência entre os serviços de forma a garantir a assistência integral;
d) cadastrar os Centros de Referência em Assistência aos portadores de Hepatites Virais;
e) Implementar ações de vigilância epidemiológica sanitária, quando necessário;
f) Desenvolver planos e programas de treinamento de pessoas nas diversas áreas do atendimento;
g) Articular com os gestores estaduais as eventuais referências interestaduais que não possam ser atendidas no âmbito da Paraíba;
h) Assessorar os municípios no processo de implantação do Programa de Prevenção e Controle das Hepatites Virais;
i) Monitorar e desempenho do Programa na Paraíba;
j) Manter atualizado o banco de dados;
Art. 3º. – Os membros do Comitê terão um mandato de 02( dois) anos;
Art. 4º. – Esta Portaria entrará em vigor a partir da data de sua publicação.
REGINALDO TAVARES DE ALBUQUERQUE
Secretário de Estado da Saúde
__________________________________________________________
MEMBROS DA DIRETORIA BIÊNIO 2005-2007
Presidente: Waldir Pedrosa Amorim
Vice presidente: Yara Fontes Guimarães
Tesoureiro: Carlos Fernades Pires de Sousa
Primeira secretária: Maria José de Sousa Araújo
Segunda secretária : Francisca Alexandre de Lima
CONSELHO FISCAL
Titulares : José Reginaldo de Moura, Domingos Maciel Neto, Geraldo Clemente Galvão
Suplentes: Ailton Lucena de Assis, Maria Clarice Rocha Pires Sá, Arnaldo Gomes de Vasconcelos
Procure Ficar Bem Informado
Hepatite C
Que possibilidades tenho de estar contaminado ?
Muitas pessoas contaminadas há muito tempo podem não sentir sintomas de nenhum tipo. Se você suspeitar de alguma possibilidade de ter sofrido contágio, consulte o seu médico e faça um exame de sangue chamado de Anti-HCV. O sintoma mais comum na maioria dos infectados é a fadiga.
Aparelhos de barbear e os de manicure ou pedicure são perigosos ?
É possível que escovas de dente, navalhas, cortadores de unha, pinças e artigos de uso pessoal semelhantes possam contaminar, se tiveram entrado em contato com sangue infectado. Assim, não é recomendado compartilhar estes artigos . Assim como cada pessoa tem a sua escova de dentes, é muito importante que tenha os seus próprios aparelhos de manicure e que não os compartilhe com ninguém.
Como acontece o contágio nos usuários de drogas
O vírus da hepatite C é altamente resistente, tanto que não é eliminado pela acidez das drogas, permanecendo ativo por muito tempo. O vírus foi encontrado em recipientes usados por drogados em heroína, que apesar de não compartilharem as seringas, fazem uso da mesma colher para esquentar a droga ¾ e é este objeto, então, que transmite o vírus. Entre os usuários de cocaína injetável, o vírus foi encontrado na água destilada usada para lavar as seringas, muita vezes compartilhadas, apesar de cada usuário ter sua própria seringa.
Dois terços dos novos contaminados pela hepatite C são usuários de drogas. Entre os usuários de drogas injetáveis, logo no primeiro ano de uso, 79% deles se contaminam com a hepatite C. No caso de drogas inaladas, em que é comum a utilização do mesmo canudo, a acidez da cocaína não mata o vírus da hepatite C e, como geralmente existem feridas nas narinas, a contaminação é altamente provável.
Pacientes de maior risco, e que devem realizar o teste :
? usuários de drogas injetáveis, inclusive aqueles que o fizeram só uma vez em qualquer época da vida;
? pessoas que receberam fatores sanguíneos antes de 1993;
? pessoas que receberam transfusão de sangue ou transplantes de órgãos antes de 1993;
? pessoas em hemodiálise;
? pessoas que apresentem dois resultados de transaminases anormais, ou que apresentem qualquer outra evidência de dano hepático;
? profissionais da área da saúde após acidente biológico ou exposição percutânea ou nas mucosas com sangue contaminado;
? filhos de mães contaminadas;
? HIV positivos.
O teste deve ser considerado ou avaliado nos grupos de risco indefinido:
? pessoas com múltiplos parceiros sexuais ou histórico de doenças sexualmente transmissíveis;
? parceiros sexuais, por longo tempo, de infectados
com hepatite C;
? usuários de cocaína inalada;
? pessoas com tatuagens ou piercings no corpo
(brincos ou piercings no lóbulo da orelha não é
considerado risco);
? transplantados que receberam tecidos, como córneas, pele, esperma ou óvulos.
Transcrito do Grupo Otimismo: http://www.hepato.com
REUNIÕES MENSAIS DO GRUPO CONFIANTES NO FUTURO
1ª terça de cada mês das 19 às 20:30 horas
Auditório D. Helder Câmara
Rua Silvio Almeida 620, Espedicionários João Pessoa PB.
TELEFONE PARA CONTATO COM O GRUPO 83- 32247633
6.12.05
Exerça Sua Cidadania

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O PAPEL DOS GRUPOS DE APOIO
A vida de Marylandes e Samuel Grossman começou a dar uma guinada em 1980, quando ela passou a apresentar os primeiros sintomas de uma doença até então pouco conhecida, inclusive pelos médicos. O diagnóstico da doença de Parkinson veio só em 1985 Marylandes tinha apenas 42 anos. Foi um drama muito sério, eu atravessava dificuldades profissionais e ela chegou a ter idéias suicidas, conta o marido, então o médico que diagnosticou a doença recomendou que nós formássemos um grupo de dança, porque isso evitaria sua progressão rápida. O casal avançou alguns passos: no mesmo ano, fundou a Associação Brasil Parkinson. Vinte anos depois, as atividades da associação incluem fisioterapia, fonoaudiologia, oficina de pintura, coral, apoio psicológico, entre outras disponíveis aos seus mais de três mil associados. A Brasil Parkinson é um dos maiores exemplos de organização não-governamental de apoio a portadores de patologias, sendo duas vezes vencedora do Prêmio Bem Eficiente (2002 e 2005).
O Parkinson faz a pessoa se retirar do convívio social, por constrangimento, vergonha, explica Samuel Grossmann, que preside a Brasil Parkinson. Na verdade, várias outras doenças crônicas fazem o mesmo. O isolamento social e o sofrimento psicológico se somam aos problemas já inerentes à própria doença, não raro agravando-a, como foi o caso de Silvia Galli, 50, quando conheceu a Associação Brasileira de Estudos e Apoio aos Pacientes com Psoríase (ABEAAP). Eu me negava a me tratar, estava em crise e vivia isolada, diz Silvia, que há um ano freqüenta a ABEAPP. O grupo de apoio nos faz ver que não somos os únicos, que podemos lutar por nossos direitos e nos torna menos ingênuos em relação às falsas promessas de tratamento, diz Silvia. Segundo a psicóloga Deborah Martinez Griebler, que fundou a ABEAPP em 2003 e cujo marido tem psoríase, o paciente chega à associação quase sempre confuso, depois de ter passado por vários médicos, é vítima do preconceito por causa das lesões na pele, abusa da automedicação e está sempre em busca da cura que não existe. Adotamos uma ação psico-educativa, para que os pacientes saibam o que têm e aprendam a controlar a doença, diz ela.
Fonte: EDIÇÃO NOVEMBRO/DEZEMBRO DA REVISTA DIÁLOGO MÉDICO http://www.dialogomedico.com.br
25.11.05
ONG CONFIANTES NO FUTURO DIRETORIA ATUAL.
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